31 de março de 2011

Às vezes…

Às vezes, muitas vezes até, falo do que não sei mas é uma forma de exprimir o que não tem lógica. Acho que um dos desejos básicos do homem é ser compreendido, ou pelo menos o meu é, e cada um exprime-se da forma que acha melhor; há quem expresse o que sente pela dança, outros pelas palavras, pela música, por imagens ou pinturas e depois há os que simplesmente se expressam pelo silêncio. Na minha opinião o silêncio é uma boa forma de nos exprimir-mos pois há todos os tipo de silêncios que possamos imaginar; há silêncios profundos, silêncios dolorosos há silêncios alegres, há silêncios que nos conquistam... E o silêncio é a forma mais básica de nos exprimir-mos pois desde criança que o sabemos, não precisamos de pensar, de escolhe-lo pois ele surgem sem pedirmos nada. Já eu exprimo-me pelas palavras, mas apenas palavras escritas pois as ditas são mais dispersas.
A nossa mente leva-nos para um caminho que, sem dúvida alguma eu não quero nem desejo a ninguém segui-lo, faz-nos deitar o coração abaixo, matar os sonhos e construir uma realidade estranha. Acho que devemos seguir o caminho, ou melhor dizendo, os ideais do coração pois é ele que nos mantém vivos e não é apenas fisicamente mas sim mentalmente pois quando nós queremos algo, quando pensamos em algo temos um sentimento, bom ou mau, que nos faz escolher um caminho.
Começo a achar que os sentimentos estão um bocado disfarçados porque quando nós odiamos antes tivemos de amar, não é? Porque nós nunca podemos repelir uma coisa de nós que nunca foi nossa logo o ódio é puramente o amor e a derrota juntos que nos criam um desgosto, ao qual nós gostamos de chamar "ódio". Sinceramente, para mim, o ódio é um sentimento muito forte e, especialmente, definitivo para se sentir. Há uma coisa que eu sei, sempre soube, é que o sentimento é algo psicológico pois o que nós realmente sentimos não se pode definir e mesmo que conseguíssemos seria difícil todos sentirmos e expressarmos o mesmo para se arranjar uma definição para isso, não é? Ah, e os únicos sentimentos, a meu ver, que já toda agente sentiu e consegue definir são a saudade, a dor ou tristeza e a felicidade pois são os sentimentos básicos que alguém pode sentir, exprimir e definir com clareza; a felicidade com um sorriso, a dor/tristeza com as lágrimas e a saudade com falta da presença física ou psicológica dessa pessoa. Não sei se me exprimo bem, não sei se as pessoas percebem na forma que lhes quero dizer, mas se perceberem alguma coisa já é bom, pelo menos eu acho. Aliás, é complicado fazê-lo pois o que para mim faz todo o sentido para outra pessoa pode não fazer, pode não passar de uma mistura de ideias, uma confusão de palavras, ou seja, coisas sem sentido, não que isso me importe muito pois eu preciso é de me expressar, não quero saber se me percebem, nem muito nem pouco.
É estranho e além de estranho desagradável sentir que falhamos perante alguém. Quando nos depositam a confiança e nós, sem querer, falhamos. As palavras que antes pareciam lamber as feridas, tapa-las, parece que as perfuram, bem fundo, até nos fazerem implorar que parem, até nos fazerem gritar e chorar de dor. Até há algo de bom pois com o tempo, com o peso das derrotas, habituamo-nos à dor e ao sentimento de derrota, habituamo-nos aos gritos e começamos a calar-nos pois muitas vezes o silêncio faz um muro, quase como que um refúgio, e acima de tudo ensina-nos a ouvir. Nós devíamos ser todos cegos e vermos com o coração pois se um olhar vê um olhar, um coração deve ver um coração que é a parte mais simples, que cresce connosco e que por mais que o que esteja por fora mude, sentiremos sempre o mesmo. O coração é algo definitivo, tudo o que entra nunca mais saí - arruma-se, diminui mas nunca, nunca em ocasião alguma desvanece.
O passado é algo que deve ser ignorado mas, quando é necessário, também deve ser lembrado pois é, ou pelo menos devia ser, com os erros que fazemos nele que aprendemos a ser quem somos hoje. Por mais que doa ver o que perdemos, o que errámos, também ganhámos muito com o que fomos e não devemos ter vergonha ou esconder o que fizemos. Errar é humano e também é algo que com o tempo aprendemos a lidar tal e qual como aprendemos a suportar as consequências dos nossos actos, dos nossos erros. Algo que eu penso é que os sonhos seguem-se mas os modos de vida aprendem-se, pois nós não sabemos desde sempre viver pacificamente numa sociedade tão variada, como hoje existem mas já os sonhos seguimos, passamos por cima de quem for preciso e às vezes levamos pessoas connosco mas nunca os deixamos de seguir. É assim. A vida, a derrota, a sociedade, tudo. Às vezes, fazemos, somos e sonhamos, o que não queremos, o que não somos e o que jamais sonhamos.

Desabafo.


P!nk - F**kin' Perfect. A ilustração de uma vida.

28 de março de 2011

Valor?

                                             

Hoje em dia, toda a gente sabe o preço de tudo, mas ninguém sabe o valor de nada…

26 de março de 2011

Anjo.

Um anjo traído, sozinho, olhando para o mundo perdido...
As suas penas caíram...
A sua voz foi silenciada...
No topo da torre, o anjo sangra, por todos os cortes, que alguém lhe fez...
Asas molhadas, nenhum anjo pode voar depois de tanto chorar.
Ele é incapaz de sonhar.
Eu sou incapaz de sonhar.
O anjo de mágoa, anjo sofrido, anjo caído.
Sem asas, não voa, sem coração, não vive...
Uma bela tentativa de suicídio é originada...
Até acordar novamente para o inferno da vida.

May 13.

Prefiro lembrar-te de olhos fechados e não interessa se estou a dormir se estou acordado. Lembro-te de olhos fechados por assim, além de te lembrar a ti, lembrar o mundo que antes era bonito, também porque nas minhas memórias és mais bonito do que agora, tens aquele “não sei” quê que tu não conheces em ti, tens aquele sorriso. Não é que a tua diferença se veja com os olhos, pelo menos a que interessa, é que a mudança que falo só se sente com o coração. E tu não mudaste por não seres meu, nunca me culpes da tua mudança, porque no final gostaste dela, gostaste dela e do mundo que agora tens. Não é que eu não vá ser capaz de te ultrapassar, apenas tenho medo de te esquecer e este medo é irracional pois tu já me esqueceste e já faz algum tempo.
Eu não te posso esquecer, tu és a minha essência, foste tu que me tornaste no que sou, não a parte monstruosa mas a parte que agora escondo como protecção. Ser amado já não tem aquele sabor especial, não só por não seres tu, mas por não ser tão bom como o teu amor, nem tão bom nem tão profundo nem tão verdadeiro. E por outro lado, sinto-me obrigado a esquecer-te; a parte lógica fala alto mas o coração berra. Eu devo esquecer-te, mas não posso. Eu devo amar outra pessoa, mas não consigo. Eu devo deixar-te ir, mas não seria o mesmo e porquê esquecer-te e mudar, se te posso amar e ser a mesma pessoa?
Estou no máximo decidido e no mínimo confuso, acho que até estou no meio. Sinto-me feliz por te amar - porque agora sei controlar esse amor, sei amar-te sem te ter, sei não desejar o teu abraço a toda a hora, agora sei como escolher entre o meu bem estar lógico e físico, por isso escolho deixar um terço de mim amar-te - mas sinto-me triste por ser o único, por não te ter. É que torna-se complicado viver assim, no meio de nada onde antes estava tudo, no silêncio onde antes havia música, na dor onde antes havia amor.

23 de março de 2011

The Sadness…

 

 

                   

Promessa.

 A noite já desceu sobre a cidade e tu, como todos os outros, deves estar a caminho de casa depois de mais um dia de trabalho.
Percorres as ruas a passos largos, a pasta negra balouçando pendurada nos dedos da tua mão.
Pareces tão cansado…ou será a tristeza que te desfigura o rosto dessa maneira…?
E és tão jovem, uma criança… Tens alguém à tua espera?
Eu espero que sim; que braços quentes aguardem por ti em casa, ansiosos para te receber.
Espero que tenhas alguém para te perguntar porque demoraste tanto tempo, e que te aninhe junto ao peito, e tu ouças o seu coração ansioso pelo medo de te perder, e te sintas vivo outra vez!
Porque hoje não vais chegar a casa tão cedo como esperavas.
Perdoa-me, eu não tenho escolha.
Prometo que não vais ter medo, nem dor, nem te recordarás de nada.
Prometo que esta noite pintarei um quadro com o que levar de ti. Uma bela paisagem…um céu estrelado, talvez, coroado por uma sublime lua cheia…!
Prometo-te que ficará lindo.
Será que um dia verás esse quadro exposto em algum lugar, quando passeares pela tua Arcana iluminada pelo Sol?
Reconhecer-te-ás nele? Ou achá-lo-ás estranhamente familiar? Ou será que te vais lembrar da noite em que desmaiaste no regresso a casa?
Quando dobrares o prédio ao final da rua, eu vou estar lá à tua espera.
Vou fazer-te mal, eu sei, mas eu compenso-te, prometo! Pintarei o quadro mais delicado e mais sublime, só para ti!
É que tu não sabes… mas eu não tenho escolha.
Lília DarkMoon.

21 de março de 2011

Habitação.

Cada vez mais neste mundo, sinto-me preso. Acorrentado. Não me deixam sonhar, não me permitem alcançar os meus objectivos. As asas já não se mexem, e a minha mente, essa, abandonou-me à muito. Agora, sinto-me novamente sozinho. No final da minha história, desta épica e horrível passagem pelo mundo humano, não passará de memórias; tal como todas as outras passagens, por todos os outros mundos. Estou só, nesta sala fria, com um chão axadrezado e com uns medievais cortinados vermelhos. A única decoração visível na sala era um antigo piano no centro, uma cadeira - onde estou sentado -, e as paredes revestidas de estantes com livros dos mais diversos temas. Fico ali, sentado, a tocar, deixando a musica embalar-me. Aquela balada mortífera, a cada nota mata-me. O meu coração, parava de bater aos poucos. 

20 de março de 2011

És e sempre serás...

Desculpa, por isto e por tudo. Sempre te amei, demasiado até, sempre te considerei tudo, até de mais, e nunca te esqueci, o que devia ter feito há muito. Ainda hoje, todos os dias, choro, tenho saudades do fomos, do que éramos, do que ainda hoje podíamos ser... Mas, faz quase três anos que proferimos o ultimo "amo-te", que demos o ultimo abraço. Amei-te, amo-te e neste momento cada vez sinto mais a tua falta. Preciso de ti, dos teus carinhos e palavras novamente. Amo-te, sempre te amei. Quero novamente abraçar-te, dizer "amo-te irmã". És e sempre serás a única excepção, prometo. Amo-te, nunca te esqueci e nunca te esquecerei.

Visões.

Olho para todos os lados, vejo injustiças, apenas puras injustiças. Sociedade, esse inimigo tão cruel. Porque nos julgam? Será que são melhores? Aquilo a que todos vocês chamam religião, eu chamo barbaridade, porque no final de tudo, quem humilha, quem manda a baixo o próximo, quem não tolera e ajuda, são vocês. Esta sociedade é demasiado racista, preconceituosa, homofóbica. E no final, quem são julgados pecadores? As minorias... Deixem de querer agradar, e pensem pela vossa cabeça, pois ao julgarem, mal-tratarem, etc, não são melhores do que os que vocês próprios, condenam como pecadores. 

Brokeback Mountain.


A história de "Brokeback Mountain" passa-se no Verão de 1963. Relata a história de dois homens, Jack Twist e Ennis Del Mar, que vão trabalhar para Brokeback Mountain, onde se apaixonam. No entanto, com a chegada do final do Verão, são obrigados a separarem-se, onde Ennis irá casar com a sua namorada Alma Beers e irão ter duas filhas; Jack volta para o Texas, onde mais tarde se casa com Lureen Newsome, onde também irão ter um filho. Os dois, continuam a encontrar-se sempre, um filme bastante emocionante, onde revela uma linda história de amor, que na minha opinião, neste caso, pouco importa o facto de ser homossexual. Com Heath Ledger no papel de Ennis del Mar, Jack Gyllenhaal como Jack Twist e Michelle Williams na pele de Alma. A realização foi de Ang Lee, e arrecadou três Óscares: o de melhor Realizador, Melhor Banda Sonora e Melhor Argumento Adaptado.


Pecador.

Eu sou um pecador. Desde sempre, trajei caminhos na escuridão da noite, que outros jamais passariam durante o dia. Eu sou o pecador sem nome, aquele que inventa suicídios e comete homicídios. Aquele que faz da vida um horror gótico, aquele que sonha com bonecas malditas, anjos amaldiçoados e demónios devorando deuses. Só, rodeado de estranhas árvores melancólicas, de corvos sedentos e corpos enterrados, folheio o livro das minhas memórias. A raiva devora-me, o sangue salta do meu pulso, manchando o chão, originando o derradeiro pecado. Sou apenas um pecador, cujo lugar no inferno está há muito reservado.

Amigo?

É fácil iludir uma mente que nunca se abriu o suficiente para perceber as mentiras e ainda mais fácil é iludir um coração que nunca se disponibilizou a tentar entender o sentimento; eu já fui assim, um sem abrigo, uma pessoa emocionalmente fragilizada. Quantos anos seguidos não guardei as lágrimas, gritos e desgostos por querer ser, ou parecer, forte nos olhos dos que me rodeiam mas hoje já desisti, sei que não sou mais forte por isso, apenas mais louca. Os homens não choram, apenas quando necessário, e, hoje, percebo isso. O meu herói não tem nome, super poderes, visão raio-X nem voa; o meu herói chama-se "amigo", e não é um amigo definido, são todos; porque todos os meus amigos me salvam da escuridão, da tristeza e da solidão. Os meus amigos amam-me, muito ou pouco mas amam, os meus amigos são lindos de todas as maneiras, são magníficos e são o melhor do mundo. Eu dou-me tantas e tantas vezes, dou-me por amizade, por amor; dou-me porque aprendi a viver e a compreender o amor. Eu não sou de ferro mas também não sou de vidro, sou um misto de ambos, tenho o meu lado frio e o meu lado acolhedor mas nunca soube recusar um amigo, no fundo, eles são a nossa vida. Não há limites se nós os impusermos; quando respeitamos os outros há respeito perante nós, por isso, nada nos impede de nada.  
Não desisto de ninguém, eu apenas tento meter nas cabeças das pessoas que sempre disseram “não” a ouvirem um “sim” e isso custa, pois isso, nessas pessoas, já não é defeito, é feitio.

19 de março de 2011

Carta.

Não precisava de mais nada; só precisava do 'nós' que existia, do amor, amizade, cumplicidade, felicidade, alegria, enfim, tudo era demasiado lindo e indescritível perto de ti. Olho para ti, sem tu reparares, estas triste e andas sem vontade, serei eu o culpado? Não sei, que me dizes? Cada vez que te toco, receoso, sinto-me feliz, incrivelmente vivo e depois, quando viras costas, penso no que sentis-te tu, o mesmo que eu ou será que foi outra emoção? As vezes choro, choro por ti, é inevitável; eras, e até certo ponto continuas a ser, a minha vida e ainda não sei viver sem ti a olhar entre cabeças, para não te aperceberes. Sonho tanto no dia em que fomos felizes; ainda somos, assim? Cada gesto, cada preocupação, cada abraço, por mais poucos e simples que sejam, valem mais do que quase todos os que dou diariamente. É incrível como ainda tenho medo de te perder, apesar de já te ter perdido!, e de acordar sem ti; é uma reacção de defesa, não quero acreditar. Cheguei ao ponto em que minto a mim próprio só para não chorar a todas as horas, para não ter que dizer ou pensar o que não quero. Magoo-te e acho que não é pouco. Porque não choras? O teu olhar, está vazio, até demais, e pede por uma lágrima, precisas de rebentar. Por favor, peço-te, não guardes tudo para ti, desabafa, mesmo que não seja comigo. Sinto-me um tremendo idiota, se é que não o sou, por pensar que ainda somos o que fomos. Sorrimos tanto, acreditamos num sempre (mesmo sabendo que esse não existia) e fizemos tudo o que quisemos e podemos. Tudo começou a desabar, tanto por mim como por ti, e perdemos a noção do que estávamos a fazer até alguém se aperceber que era o fim; o nosso tão indesejado, mas julgo que necessário, fim. Queria desaparecer o mais depressa possível. Foi uma sensação tão má não ter a minha razão de existir comigo; agora já sei o que dizer quando me perguntarem o que faria sem a minha razão de existir. Limito-me a arrastar-me pelos dias, entrar e sair de salas, a olhar para o nada, a sorrir só porque parece mal não sorrir. Estou de rastos mas não, não vou esquecer cada momento nosso, são eles que me mantêm vivo, ou cada palavra. Tudo muda, tudo acaba mas até que ponto é que se leva isso? Tu, não sei mas eu ainda não me habituei a não estar todos os dias contigo, a sorrir para ti, a viver para ti, e eu amo-te, eu sinto a tua falta, eu desejo que tudo volte, eu sonho que tudo volte. Gostava de sorrir para ti mais uma vez e que tu correspondesses, como antes correspondias, com sentimento, verdadeiro e estimável. Não vivo sem ti e sim, por alguma pequena ou grande coisa, desculpa; desculpa quando te fiz chorar e sofrer por mim, não era o meu objectivo, não era a minha finalidade. Já sabes que estarei sempre aqui para ti, como sempre te prometi. Irmão.

Sweet Blasphemy.

"Through sadness you
have taught us to be
one with the crowd,
Unveil the sacred order, hymns of falling down
You told the greatest stories,
of love and bleeding crowns,
but to the sick and hungry?
You cannot be found.

We are young and we are strong
Through strenght in self we become.

Something more than they can be.
I raise my heart and sing! (ohh!)

That I won't believe this lie. (ohh!)
I know there's something more inside!
(ohh ohh ohh)
When darkness all you see.
This is our sweet blasphemy.

Silence the crooked holy.
Unchain the tied and bound.
No time for allegory.
One true reingning sound.
Unite the lonely mourning.
A simple servant now.
We are the only glory
Hear us screaming loud.

We are young and we are strong
I raise my haert and sing! (ohh!)

That I won't believe this lie. (ohh!)
I know there's something more inside!
(ohh ohh ohh)
When darkness all you see.
This is our sweet blasphemy.

(We are young and we are strong
Through strenght in self we become.
Something more than they can be
This is our sweet blasphemy.)

(ohhh) That I won't believe this lie. (ohh!)
I know there's something more inside!
(ohh ohh ohh)
When darkness all you see.
This is our sweet blasphemy. (ohh)

That I won't believe this lie. (ohh!)
I know there's something more inside!
(ohh ohh ohh)
When darkness all you see.
This is our sweet blasphemy."


Marionetas.


Nas minhas veias corre o ódio e a tragédia que antes convertia medo em lindas declarações de amor...
Hoje a vontade desfalece no sentido da vida,
A morte sorri sem precedentes,
Enquanto o coração se arrasta numa demanda apaixonante no qual eu me encontro encenando este teatro de marionetas...
É possível ver o seu sofrimento em cada lágrima que as imaginamos chorar,
É visível a dor em cada coração artificial que eles não possuem...
É apenas imaginação convertida em falsos batimentos cardíacos,
Uma encenação conturbada e corrompida em cada palavra deste sofrimento mudo onde o silêncio é o culminar das palavras...
Tudo começa pelo controlar da vontade dita “humana”.
Selvagens em metáforas e livremente decadentes em rimas e estrofes solitárias
São o desencadear da imaginação onde o limiar do limitar se torna constante,
Apenas o despertar da dor conduzido por aquele que já mais sofrerá...
Sobre cada palavra desferida, uma nova ferida se abre-se...
Em cada cicatriz de ódio uma nova memória encontra encontra-se...
São marcas feitas memórias onde com o sangue se escrevem histórias de coragem e dor,
São silêncios gritados algures entre o que fomos e o que hoje nos tornaram...
Os movimentos no horizonte são constantes,
Os movimentos do meu falso batimento cardíaco são inconstantes...
São danos colaterais sobre vidas artificiais...
Lágrimas mecânicas onde até o chorar é fingimento.
Os sentimentos são figurados, pois as marionetas não podem sentir, apenas fingir...
Imagina comigo,
Imagina que esta chuva de palavras te pode tocar,
Molhar o teu rosto e chorar comigo,
Imagina que ela nasce algures da tua imaginação,
Deixa que ela corra nas tuas veias repletas de veneno tóxico cujo nome é amor,
Liberta as correntes que te prendem e perde-te em cada verso onde hoje és domador de marionetas...
Marionetas sentimentais que assombrosamente encenam contigo o teatro da vida e da morte.

Nada.

Eu não sou nada e não posso ser mais que nada: ser nada está-me destinado e nunca
posso desejar ser mais que nada. Nada é vazio, nada é bom, nada é sozinho; ser nada é
nada saber, ter, desejar ou amar. Mas eu amo e ao amar contrarío ser nada mas
permaneço como nada, contento-me com nada, desejando ter tudo. Eu quando quero algo sou nada, mas quando te quero sinto-me como tudo, sinto-me grande, do tamanho
da Terra e tu és o meu centro gravitacional. Gosto de te imaginar como sendo nada porque assim, eu sendo nada também, podiamo-nos desejar um ao outro, pois Nada
desejávamos.

17 de março de 2011

Ausência de Sentimento.

Um dia, um ser inimaginável fez-me sentir real, tão real que conseguia sentir cada momento, ver cada cor, ouvir cada som.. Mas esse Ser também me fez Sofrer, fez-me tanto Sofrer como me fez Real...mas hoje, no Hoje esse Ser  não é nada para mim, não passa de um Ser igual aos outros, cruzamos os nossos olhares, e eu lembro-me do Passado, o Passado sem sentido onde eu Era Real, o Passado Apaixonante que eu vivi, mas enfim, isso é um Passado que se lembra, fala mas nunca, nunca em tempo algum se revive, agora tenho o Presente, o Presente que me vez mudar, o Presente que me fará Apaixonar, mas como? Se quando me apaixonar  será no Futuro, ai já não será Presente, mas sim um Futuro Apaixonante, e ai, sim, eu voltarei a sentir-me Real.

15 de março de 2011

Homicídio.

No meu olhar apenas encontra-se uma expressão vazia...
O vazio que me preenche apodera-se de um sonho que nunca vivemos, apenas mais uma metáfora tornada ilusão…
Não vejo através da luz e a escuridão que me rodeia leva-me a silenciar a minha voz deixando apenas as lágrimas falarem por mim,
Este coma negro encerra as minhas mais sombrias esperanças nas minhas mais profundas memórias…
O caos vegetativo cria-se em mim, vozes sem rosto sussurram-me belas palavras mortíferas, palavras que desejava serem ditas por ti…
Aqui, onde a solidão se encontra como um clone de minha sombra; o desejo de desfalecer torna-se pecado, o abandono da vida face ao sentir leva-me a desejar que me mates antes que o faça de livre vontade…
Peço-te que suicides o meu amor por ti e que cometas um homicídio por mim…
Mata tudo em mim mas deixa apenas uns segundos da minha vida para que te possa ver uma vez mais…
Abraça-me e diz-me que o amor morrerá contigo e terá seu fim em mim!
Diz-me que me amas o suficiente para matar o meu coração e o despedaçar em pequenos fragmentos do que fui; do que fomos, eu e tu…
O desejo que me corrói leva-me a querer ver-te sofrer junto a mim.
A morte que anseio será o mais belo suicídio feito homicídio pois, suicidei-me no teu amor, morrendo nas tuas mãos, mas sobrevivendo no teu coração…
Em palavras eu serei o teu homicídio; e tu meu suicídio…

Amor Épico.

Os dias passam... as horas fluem sem sentido, vejo que não estás aqui, será que algum dia estives-te? Será que algum dia estarás? 
Olho para mim... Aquelas memórias, as nossas memórias; o teu fato de noiva cadáver medieval em tons negros e sangrentos... Os meus olhos sombreados de negro, trajando estranhos vestes... Aquele céu, aquele magnifico céu negro com uma esplêndida lua cheia e um luar fino e perfeito que iluminava o nosso caminho. Ia-mos lentamente até à pequena capela daquele vazio cemitério. Pegando numa taça de liquido vital ouve-se o tão desejado "declaro-vos morto e morta".
Nesse momento, as campas transformaram-se em roseiras com belas rosas cor-de-sangue.
Será isto algum tipo de sinal esperançoso? 

12 de março de 2011

Fraco.

O que se faz quando aqueles que mais te deviam amar, te olham com um olhar carregado de ódio, te julgam uma aberração?
O que fazer quando em vês de haver orgulho, há vergonha, quando te escondem?
O que fazer quando há sempre gente à tua volta, que ao contrário do que acontece com os outros, nunca te pode dar um abraço, que apenas sente concretização quando as tuas lágrimas piedosas caem?
O que fazer?


11 de março de 2011

Vampiro.

Vampire Teeth Mouth OpenÉ como uma convulsão,  um instinto sobrenatural que me rodeia, um sentimento de culpa que amo, ver-te rasgar a minha pele e o coração de seguida.
Isto é normal?  Querer ter o que já passou?
Agindo como um alienígena a usar o corpo como uma nave espacial...
Estou cansado de ser pacifico, quero libertar o animal que está preso em mim...
O animal que vira canibal ...
Tão belo (quase me faz querer);
Tão bonito (quase me dá vontade de comê-lo);
Tão vivo (quase me faz querer matá-lo);
Tão fora de mim.
Como um vampiro ninfomaníaco cercaste-me, agora, o meu sangue escorre pelos teus lábios
Mas apenas o ácido corre nas minhas veias e tua dentada é letal... 
Porque esperar esta cena homicida?  

É como uma perturbação caótica, um instinto diabólico que me rodeia,  um sentimento de culpa que me faz feliz...
Tu queres destruir tudo o que me rodeia e matares-me de novo...

Será anormal?
Querer matar o que está morto?
Agindo como um assassino em série vai fazer do meu amor uma arma do crime perfeita...
Usando o meu corpo no seu museu de romances falhados...
Tão bonito (me faz querer);
Tão bonito (me faz vomitar);
Como mortos (faz-me vontade de rir);
Eu tornei-me horrivelmente diabólico.
Solta o grito! 
Deixe-me ouvir-te gritar o meu nome desesperadamente!
Obter uma segunda oportunidade de morrer. 
Solta o vampiro que está em ti e ataca-me!
Vem, morde-me! Apenas tens uma oportunidade de me matares!
 Eu quero fazer coisas horríveis contigo...

10 de março de 2011

Transição.

Como será que te sentias se a cada segundo percorrido da tua vida, houvesse sempre uma assombração do passado?
Como se a cada momento alguém te fizesse sentir saudade do passado, daquilo que em tempos apagados pela memória foste e que não poderás ser mais...
Na minha mísera opinião a saudade não passa de amor por um passado que ainda não passou, que continua sempre presente.
As assombrações, aqueles malditos seres das trevas, tiraram-me a felicidade, ainda proporcionada pelos contos de fadas para me prenderem em celas trancadas por mil chaves onde num raio de quilómetros apenas habitavam monstros; apagaram-me o olhar inocente ainda presente naquele rosto, para o encherem eternamente de revolta e ódio.
A partir desses tempos, agora longínquos, os meus medos foram tornados realidades.
Foi a transição; o menino dos contos de fadas, agora, era o menino dos contos de horror...

9 de março de 2011

Vida.

Como posso me esconder?
(Devo mentir?)
Este sentimento está a crescer forte em mim,
O meu coração não consegue dormir sem o teu sangue nas minhas veias...
Eu não te vi sair,
Eu acredito que ainda estás aqui,
Eu posso escrever as nossas memórias nestas paredes vazias,
Não vou descansar,
Vou esperar por ti aqui ...
A noite está a cair lá fora,
(Eu estou a cair para dentro)
O medo e a raiva da minha existência só me faz perder o controle,
(Eu perdi o controlo)
Eu não me posso esconder contigo...
Eu corro,
Percorro estradas que dão a lugar nenhum,  onde me encontro nesta noite triste,
Eu ando sozinho mais uma vez ...
Sem sonhos,
Sem nome,
Sem vergonha,
Sem vinha,
Basta-me tentar encontrá-la,
Não há como escapar até  estares aqui comigo ...
Eu sou quem eu sou e faço o que eu quero,
Eu sou livre para amar e matar,
Eu simplesmente não acredito não estás aqui,
Aqui comigo...
Eu não vou esconder os meus sentimentos,
Vou dormir sobre os meus sonhos e pesadelos, eles irão trazer-me vida,
Uma vida triste enquanto não estiveres aqui comigo...