29 de abril de 2011

Desabafo.

Estou neste preciso momento, sentado na biblioteca. Todo o caminho percorrido até aqui, foi feito a reflectir, a reflectir sobre a vida, sobre o mundo. Por entre passos agitados e sentimentos provocados por a música que se entranha na minha alma, pelos sentimentos que estão neste momento à flor da pele até, que aguardo dolorosamente que chegue ao intimo do meu quarto, para que os possa libertar, em formas de lágrimas, de fúria. A fabulosa conclusão a que cheguei, foi que eu não tenho culpa. A minha maneira de ser, a minha forma de ser não têm culpa. A culpa é deles. Do mundo, da sociedade preconceituosa a que, muito infelizmente, sou obrigado a fazer parte. A culpa, é deles, daquelas tristes e infelizes almas formatadas. Não me culparei mais por culpas que não tenho. O mundo é mau, cruel. Mas aqui estou eu, para o ultrapassar... No mínimo, até ao dia em que a coragem desaparacer eternamente... Apenas até eu aguentar ser condenado por actos que eu próprio condeno.

28 de abril de 2011

Bipolaridade.

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Bipolar de verdade, apenas o amor é. Faz-me rir e chorar por uma só pessoa, uma só sensação, uma só saudade.

27 de abril de 2011

Morte.


Peito dorido, olhos imperceptíveis; coração de saudade.
Esta morte derradeira e penosa, delinquente e lúcida pousou-se em cada um de nós. Uniu os nossos corações numa só dor que se tornou dolorosa e inultrapassável.
Não é justo, muito menos correcto…
Podias descer como um anjo branco, gesticulando de modo brando, sussurrando casualmente, mas vinhas, vinhas por nós!
Tu, que provocas tudo isto, ouve a dor a escorrer pelo peito, sente as lágrimas que já não caem. Estulta morte, tu já és hábito, já és rotina, aposta na mudança, transforma-te. Eu sei tão bem que tu coabitas, que podes abalroar tudo e todos, eu e tu, nós e eles!
Tu não merecias, afinal, ninguém o merece.
Porquê sorrir? Porque sentir? Então, porquê viver?
Acredito que estarás reluzente a cuidar de mim, de nós, deles! Mesmo que a voz se cale com a morte o meu coração irá falar-te sempre.