9 de março de 2011

Parede da Distância.

Lembro-me dos tempos perdidos em que o meu coração parava a cada sorriso que me davas...
Parte de mim estava a morrer com a cegueira do meu coração e o toque do teu amor,

Foi o nosso famoso momento de amor...

Possuis-te o meu coração como uma caixa vazia, onde guardas-te sentimentos que nunca tivera sentido...

Eu não sei se realmente sentes isso, mas mais uma vez,  tenho esperança em ti,  mais uma vez o meu doce sonho torna-se um lindo pesadelo...

O meu coração morre em cada batimento de amor, eu nunca acreditei que tu querias-me amar, mas fizeste-o.
Sinto-me com a tua mão dada à minha e com o meu coração vacilando furiosamente no meu peito,
O sangue nas tuas mãos é o mesmo das minhas lágrimas,
Tu imploravas, mais e mais ...
Mas uma vez mais,  este sonho que me faz sangrar, acabou. 
Eu posso esquecer as vezes que estava perdido, e tu foste o  herói sem coração que surgiu para me salvar,
O meu sorriso e as minhas lágrimas tornam-se num conto horrível e a melancolia presente nelas, torna-se cada vez mais bela; poesias formam um diário negro onde cada palavra me leva ao fim, ao mesmo fim...
Talvez parte de mim está a tentar acreditar que eu estava bem contigo,  que durante esse tempo, foste outra pessoa.
Mas agora, este Inverno sentimental será infinito...
Quando eu acordar deste sonho perfeito; eu vou escapar pelas paredes do final e irei correr na tua direcção, como no nosso sonho silenciosamente construído pelos nossos desejos...

8 de março de 2011

Palavras Culpadas.

Eu segurei a tua carta com as minhas mãos ensanguentadas, as últimas palavras foram dolorosas, tão dolorosas que me fazem chorar horas sem fim.
O meu olhar com o teu, em cada palavra um novo sentimento morre, eu fui deixado aqui na escuridão, onde  as suas memórias permanecem.
Eu fecho os olhos só para te ver...
Perdemos-nos no sonho inexistente, o  mundo de silêncio.
Estivemos sempre sozinhos, porque nós estamos mortos
E nós nunca vamos vencer, eles mataram-nos...
Os monstros estão a aguardar ansiosamente o que sobrou de nós.
O que esquecem é que não tem valor, se perdermos a nossa esperança, em seguida, tudo o resto vai morrer.
Eram apenas as páginas de um diário sangrento onde tu e eu corremos até ao fim do mundo.
Eles estão a aproximar-se, eles querem-nos.
Eu consigo sentir as suas garras a perfurarem-me o coração.
Tento libertar-nos, tento fugir contigo, mas eles tornam-se cada vez mais fortes.
Hoje vais segurar a minha carta nessas tuas mãos geladas,
as minhas últimas palavras poderão ser dolorosas, tão dolorosas que te poderão fazer chorar.
O meu olhar fixo no teu é eterno...
Em cada palavra, outro sentimento nasce.
Vou-te deixar nessa escuridão que tanto amei...
Quando sentires a minha falta, fecha os olhos, iras encontrar-me.
Nós perdemos o sonho, mas tu nunca me perdes-te.
O nosso mundo de silêncio, porque nós estamos mortos.
E eu nunca vou deixar que morras sem mim ...

Não esqueças a minha carta, nela irão conter as minhas ultimas palavras.
As palavras que te irão fazer perceber o que perdes-te por trás desse olhar culpado. 

7 de março de 2011

Vergonha.

Muitas vezes, quando acordo, despertando daquele sonho onde mais uma vez me amas verdadeiramente, onde os momentos param naquele tão esperado e inigualável beijo. Acordo, na esperança de te ter envolto nos meus braços, mas não estás, nunca estives-te verdadeiramente. Apenas existem palavras, meras palavras sem demonstrações, que apenas têm como objectivo prenderem-me a ti, deixarem-me louco e devastado.
Emo Love  AppleTodas as vezes, que a coragem ultrapassava a vergonha, as poucas vezes que tal aconteceu, senti os teus lábios nos meus, senti-me amado, como quando uma orquestra toca a ultima sinfonia e os seus corações explodem de realização.
Porque me dizes essas fantásticas hipérboles, fazendo-me ficar iludido novamente?
Dos teus olhos caem lágrimas, deste trágico e impossível amor, tornado impossível pela tua vergonha de amar.
Dos meus olhos caem lágrimas, por nunca ter tido, sequer, a oportunidade de te demonstrar este amor épico.
A impossibilidade não passa de um conto, apenas narrado por quem acaba por não ter histórias a contar.
Este amor, mata-me, porque, se fosse impossível, não seria sentido...
É sentido, mas jamais poderá ser vivido.