1 de agosto de 2011

Os Pontos da Sociedade.

Na escuridão da cegueira, os pontos brilhantes destacam-se.
Existem os fracos brancos da pureza, e os vivos vermelhos da dor; existem os raros negros da certeza e os mistos de cores da nacionalidade.
Existem as misturas de todas as cores; uma pessoa com um ponto branco no coração, cercado de grandes pontos vermelhos. Um negro esmagador na mente, oferecendo o indesejado conhecimento.
E porque é que as cores se destacam? A humanidade deveria ser uma enorme explosão de cor, na realidade; opiniões e mentes diversas, e não uma grande manta negra sobre tudo. Mas a manta foi puxada sobre os olhos de todos, voluntariamente; ninguém quer ver a realidade. Os pontos coloridos e brilhantes são simplesmente os que vêem, querendo ou não.
A pureza é rara e fraca. Os pontos de cor não deixam que a moral seja coberta pelo negro, mas permitem que o resto seja.
A dor é extremamente forte e frequente; mas ela só mostra parte da realidade, só descobre parte do manto. A dor obriga os olhos de alguém a abrirem-se para ela, e cada dor exprime uma realidade.
A certeza pode ser a pior de todas as cores. É quando o manto é parcialmente — ou completamente — removido, mostrando à pessoa negra o mundo e todos os seus paraísos e infernos. Mas o paraíso é falso, não? O manto criava essa ilusão. Agora, não existirá mais o manto. Não existem mais os paraísos que pareciam existir. Aquela pessoa já não te parece amar, aquela substância já não te parece fazer bem. E apenas sobrou o inferno.
Verde e vermelho são somente um manto a mais; por cima da escuridão, o nacionalismo impede a verdadeira visão do lugar.

E agora proponho-vos a cansativa reflexão: queres ser um ponto destacado, ou a escuridão satisfaz-te? Se não te satisfaz, então, informo-te que um ponto brilhante. Não podes cobrir-te novamente com o pano fabricado pela sociedade actual. E depois, apenas tu poderás dizer se a claridade melhor ou pior que a falsidade do manto.
Não, não é? A ignorância é uma bênção, desejada por muitos e odiada por tantos outros.

Marca de Felicidade.


 Por vezes o mundo incomoda-me. A vida não pode ter a fórmula que eles desejam, ela tem de ter a sua fórmula, o bem e o mal equilibrado. Como têm coragem de dizer que não têm sorte na vida, quando nesse mesmo instante seres humanos, nem inferiores nem superiores a vocês, morrem de fome, são vítimas de violência extrema? Porquê que eles carregam tanto do mal e provam tão pouco do bem?
A tua verdade será diferente da verdade dos outros, os teus conceitos serão apenas opiniões a serem discutidas, discussões que não levam a nada geram confusões.
Mas um dia o mundo lembrar-se-á que ainda existem pessoas que questionam, que expressam o seu ponto de vista. Mas, talvez a minha única certeza, a que não preciso de questionar com ninguém: são meus sentimentos, que são só meus, reservadamente meus mas que por sua vês dizem respeito a nós dois...
Nunca te esqueças de olhar o céu, não importa de onde, talvez a estrela a que eu dei o teu nome brilhe para ti também e assim te mostre o quanto me importo, o quanto significas.
O fogo que consome tudo, que arde no meu peito, serás sempre tu.
Eu sei que vou continuar a acordar, a deparar-me com o teu rosto, com os teus olhos fechados a dormir em paz, a sonhares com algo muito longe da realidade. Eu sei que um dia tudo vai estar bem, sabes?
Não me deixes, é só o que te peço, pois eu sei que o meu tempo nunca mudará, nunca me fará esquecer de tudo o que fui, de tudo o que és para mim e nunca mas nunca mesmo, eu deixarei de te amar.
Mesmo que o mundo se apague, e que a memória me falhe, tu serás a única marca para comprovar que um dia eu fui feliz.